A inutilidade das coisas para preencher o meu vazio
" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Passei anos tentando preencher meu vazio interno com distrações mentais e bens materiais. O grande dilema é que nada neste mundo tem esse poder. Se existisse algo capaz de suprir essa falta, eu já teria encontrado, pois procurei e acumulei sem parar. No entanto, quanto mais juntava, mais profundo e doloroso o vazio se tornava. Minha mente, embora fisicamente limitada, carrega um universo infinito de entulhos acumulados ao longo do tempo: ressentimentos, raiva, fantasias românticas, pensamentos mágicos, nostalgias envelhecidas, planos futuros, vergonhas e amarguras. Tantas camadas, tanto ruído... Fora do campo mental, o impulso é o mesmo. Preciso me vigiar constantemente para não acumular o mundo físico: potes, garrafas, bilhetes antigos, pedras, embalagens, conchas, livros... É a compulsã...