A Insônia e o Cavalo Mental
" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" São 4h30 da manhã. Minha mente transborda como uma cachoeira em fluxo contínuo e exaustivo. Sinto a cabeça quente, prestes a ferver: preciso encontrar o interruptor para desligar essa atividade incessante e relaxar antes que a resistência queime. Acompanhando a correria, chegam a ansiedade, as preocupações, as culpas do passado e a ânsia por um futuro onde eu finalmente me sinta em paz. Meus pensamentos dispararam como cavalos selvagens e, nessa pressa para lugar nenhum, roubam-me o presente. São ideias antigas, mofadas pelo tempo, que tentam me empurrar para um refúgio seguro — um lugar livre de críticas, de opressão ou da constante sensação de estar sob vigília. Meu cavalo mental corre o tempo todo, corre de si mesmo, corre de tudo o que o cerca. Corre desesperadamente na tentativa de fugir...