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O Herói, a Vítima e o Vingador

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Quando o Trabalho Vira Codependência Nos meus primeiros anos de carreira, eu temia os sábados e domingos. Eu simplesmente não sabia o que fazer com as horas vazias desses dias. Por isso, ansiava pela segunda-feira. Nos dias úteis, eu podia me mergulhar completamente no escritório. Usava toda a minha capacidade mental para realizar verdadeiros "trabalhos de Hércules" . Eu era aquele profissional cobiçado, o solucionador dos problemas técnicos mais complexos. Certa vez, um gerente me disse que eu trabalhava como um leão. Em outra ocasião, outro gestor confessou que gostaria de ter mais dez profissionais como eu na equipe. Que maravilha... Naquele cenário, eu me sentia aceito, integrado e útil. Eu brilhava. E, enquanto eu trabalhava, o vazio, o medo, a angústia, a solidão e a rejeição ...

Meus espelhos, meus iguais

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" O velho ego — o grande patriarca ou matriarca da doença mental e emocional — é tão engenhoso que consegue se ocultar de forma magistral por trás de suas próprias ações e comportamentos distorcidos. Quando eu era menino, mesmo sem entender absolutamente nada, já conseguia perceber a doença das emoções nos outros. Essa percepção não vinha através de nomes como raiva, ressentimento, autoritarismo ou orgulho; eu ainda não conhecia essas palavras. Ela vinha através das feridas que os transtornos emocionais deles causavam em mim — como flechas certeiras e dolorosas que acertam o alvo com precisão. Com o tempo e com a dor, comecei a prometer a mim mesmo, lá no meu cabeção pensante: "Quando eu crescer, não serei como eles e jamais agirei como eles agem." Belas e bem-intencionadas palavras....

O Trem Errado

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Por equívoco, três homens embarcaram no trem errado. Quando descobriram o engano, cada um deles reagiu à situação de uma forma completamente diferente. O primeiro ficou indignado. Bem cedo, ele tivera uma discussão feia com a esposa e saíra de casa de cabeça quente — tão quente a ponto de não prestar atenção e entrar no vagão errado. Ficou ali dentro, até a última estação, ruminando seus pensamentos: — Ela me paga! Quando eu voltar para casa, vai ouvir poucas e boas. Eu peguei o trem errado por culpa dela! Desembarcou na estação final pisando duro e com a cara amarrada. Além do forte ressentimento contra a mulher, foi tomado por uma ansiedade profunda e apreensão, pois chegaria muito atrasado ao trabalho. Sua raiva congelada era tanta que, tomado pela fúria, chutou a primeira lixeira que enco...

O Barco que não conheceu o mar

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras"   A dor de não me sentir presente no agora é um luto. Não o luto por alguém que viveu e morreu, mas por alguém que sequer nasceu. É como a dor de um barco que nunca conheceu o mar, ou de uma molécula de água que nunca se fez vapor para visitar o céu. Rogo a Deus todos os dias que me liberte do meu profundo sentimento de rejeição — Sétimo Passo. Clique em A Invisível Prisão da Codependência para ler a crônica anterior, ou em O Trem Errado para ler a seguinte. Pública é a minha codependência, consciente de que sou muito maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje, eu me dou o direito de ser a pessoa mais importante da minha própria vida. Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se à vontade para compartilhar com os demais.

A Invisível Prisão da Codependência

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" — Moço, moço... Aqui, aqui... Estou preso aqui. Consegue observar a prisão? — Prisão? Que prisão? Vejo você, mas não consigo ver prisão alguma. — Estou preso aqui faz muitos anos. Não consegue enxergar as poderosas grades da rejeição e do medo? — Não vejo grade nenhuma! — Olhe bem. Não consegue notar as pesadas correntes, forjadas na culpa e na vergonha tóxica, que me envolvem dos pés à cabeça? — Também não estou vendo correntes. Você não estaria enganado? — Não, não estou enganado... Consegue perceber o severo carcereiro que limita a minha liberdade e jamais permite que eu diga um simples "não"? — Não vejo carcereiro, não vejo correntes, não vejo grades. Vejo somente você. — Vamos lá... Consegue notar os cadeados da fobia social que me impedem de sair daqui e simplesmente ir ao enc...

O Amor que o Olhar Não Viu

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  " Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Minha mulher me entregou uma caixa de bombons, todos em formato de coração. Abri a embalagem e dei uma olhada rápida. À esquerda, bombons brancos. À direita, bombons pretos. Uma divisão exata, lógica. — Vamos tirar uma foto? — ela sugeriu. Coloquei a caixa ao lado do peito e abri um sorriso largo. Afinal, foto sem sorriso não é foto, não é? — Meu bem, centraliza mais a caixa para mim — ela pediu, ajustando o celular. — Preciso que saia o "Eu te amo" na foto. Eu travei por um segundo. — Como assim, sair o "Eu te amo"? Eu já sei que você me ama... — Não, meu bem. Não é isso. Olha para a caixa com atenção. Olhei de novo. Dessa vez, despido da pressa e da minha própria lógica. E finalmente vi. Naquela caixa vermelha de Dia dos Namorados, exatamente no centro — no espaço exat...

Ah, Os Meus Cachorros...

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  " Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Diagnóstico da casa: a Panelinha é autista, o Pingo é hiperativo, a Nutella é neurótica e o Cachorrão, bipolar. Mas a verdade é que todos carregam as marcas do abandono. A  Panelinha e o Pingo foram resgatados da rua. A Nutella passava os dias presa a uma corrente, no canto escuro de uma garagem. E o Cachorrão simplesmente surgiu do nada, feito miragem, na imensidão de um pasto. Olhando para eles hoje, me pergunto: será que fui eu quem encontrou esses cães, ou foram eles que me encontraram pela lei da afinidade? Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se à vontade para compartilhar com os demais. Cliqu...