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A Vergonha de Não Saber Quem Sou

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Percebo como as ações de muitos humanos ao meu redor refletem vergonha ao invés de culpabilidade. Culpabilidade está sobre algo que fiz, e a vergonha está sobre quem sou. Por isso o sentimento de vergonha dói tão profundamente em mim. A suposição de vergonha veio das ações deles e das respostas que recebi quando, na infância, cometia erros ou infligia as regras. As respostas dos humanos refletia que havia algo de errado comigo desde muito cedo — percepção deles  — , de acordo com que eu fazia. Se não fizesse algo conforme as convicções deles, ouvia sistematicamente “Por que você fez isto seu pipa voada?” ou “Você está errado seu besta quadrada, você não presta para nada”, ou ainda “Você não consegue fazer nada direito seu burrrrrro, seu Zé Mané”. Os humanos não fizeram com que eu pudesse comp...

O Explorador Emocional

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Era uma vez um explorador solitário nos confins do Polo Sul. Nas mãos do explorador polar, tremia um último palito de fósforo. A única chance de riscar, acender, ligar o motor do barco e escapar do gelo em direção a sua base. Estava absolutamente só. Se a chama negasse, a morte venceria. Como explorador do meu próprio mundo emocional, em recuperação em 12 Passos aprendo a mesma lição: meu último palito é depender do Poder Superior da minha concepção. Quando risco minha vontade e confio, a chama vem. Terceiro Passo: " Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos." Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Paz, sereni...

No Fundo do Poço Tem Uma Mola

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Caindo, caindo, caindo no poço... Enquanto caio, tudo é desolação. Desespero. Pensamentos negativos me arrastam. A sensação horrorosa de que o drama nunca acaba. Dentro de mim, a falta de esperança, a falta de alegria, a falta de vida. A falta de tudo. Caindo, caindo no poço, em direção ao fundo. Mas então percebo: não havia fundo. Nunca houve. O fundo estava na própria queda. Estava na minha sensação de fracasso, na minha crença de que eu não era adequado. Tinha tanto medo de chegar ao fundo. Medo de me ferir mais. Medo de morrer ali, abandonado, esquecido para sempre, consumido pela desolação no fundo do poço. Mas o fundo não existia. A dor sem fim era a queda constante. Era o meu próprio abandono. Era a minha aversão à realidade. Eu temia bater no fundo e me quebrar de vez. Mas algo extrao...

A Questão do Controle

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" A questão do controle... Não foi sobre os outros. Nunca tentei controlá-los. Foi pior. Exercitei sobre mim um autocontrole tão severo que me converti em marionete da minha própria existência. Tudo em troca da aceitação deles. Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se à vontade para compartilhar com os demais. Clique em Botafogo: Estação terminal para ler a crônica anterior, ou em No Fundo do Poço Tem Uma Mola para ler a seguinte.

Botafogo: Estação Terminal

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Diziam que depois de Botafogo havia um túnel escuro. E eu preso na estação carregava o pior medo: atravessá-lo. Estava cansado. Cansado de andar por aquelas estações há anos. Deixei de acreditar nos trens, no ir e vir, na vida. Sobretudo, deixei de acreditar em mim mesmo. Nada mais fazia sentido. Dia após dia, parado em Botafogo, estação terminal para mim, esperava o próximo trem pra voltar. Jurava que embarcaria. Imaginava trens especiais, sempre o próximo. Todos passavam. Eu, paralisado. Queria embarcar, mas não conseguia. Preso no tempo, na vida, na estação, em mim mesmo. Vivia no vazio, no cárcere pessoal, cercado pelo medo do túnel que vinha depois. Não conseguia mover-me. Uma força invisível me detinha. Voltar era impossível. Já conhecia todas as estações anteriores: Catete, Flamengo, L...

Batidas Na Porta

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" TOC, TOC, TOC...  "Abra a porta e saia deste quarto!" Por que eu deveria abrir? "Você por acaso vai passar toda a sua vida aí dentro pensando sem parar?" O que você tem com isso? "Tenho tudo a ver com isso. Você já não acha que já pensou demais, sofreu demais, se escondeu demais, fugiu demais, mentiu demais, se deprimiu demais?" Mas é que... "Mas é que você tem sido irresponsável. Quando não faz os deveres de casa mente para a sua mãe e não vai à escola, com medo de ser confrontado pelos seus professores. Fica sempre adiando suas decisões para o futuro; passa grande parte do seu tempo em pensamentos fantasiosos das mil e uma noites..." Mas é que... "Mas é que você se vê como um vítima do mundo, um coitadinho, um injustiçado num mundo cruel, um sant...

A Depressiva Casa

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  " Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" A depressão é uma casa estranha. Para quem olha da rua, são incontáveis portas abertas, convidando apenas à entrada. Nenhuma saída está à vista. Nem uma fresta. Ainda assim, ela existe. Única, escondida nos fundos. Melhor dizendo: no fundo do morador. É ele quem guarda a chave. E essa é uma porta que só se abre de dentro para fora. Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se à vontade para compartilhar com os demais. Clique  em O inferno são os outros em mim para ler a  crônica anterior, ou em Batidas Na Porta para ler a seguinte .