O Equilibrista Embriagado na Corda Bamba
" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Quando a codependência me domina, sinto-me como um equilibrista embriagado, tentando desesperadamente manter pratos girando sobre uma corda bamba, estendida acima de um abismo sem fim. Minha insegurança, medo, culpa, vergonha tóxica e solidão não são apenas sentimentos; são absolutos que me consomem. Sinto-me como uma criança amedrontada, não mais no controle dos pratos, mas à deriva no turbilhão emocional entre as pessoas em conflito ao meu redor, incapaz de estabilizar meu frágil barquinho. Há dois dias habito esse estado de desamparo. Se minha neurose fosse uma casa, minha codependência seria o porão: um lugar fechado e mantido em segredo, um refúgio sombrio onde a criança chora e a mãe jamais chega a ver. Minha codependência é, enfim, essa madrasta cruel que não suporta a própria existênc...