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O Barco que não conheceu o mar

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras"   A dor de não me sentir presente no agora é um luto. Não o luto por alguém que viveu e morreu, mas por alguém que sequer nasceu. É como a dor de um barco que nunca conheceu o mar, ou de uma molécula de água que nunca se fez vapor para visitar o céu. Rogo a Deus todos os dias que me liberte do meu profundo sentimento de rejeição — Sétimo Passo. Clique em A Invisível Prisão da Codependência para ler a crônica anterior. Pública é a minha codependência, consciente de que sou muito maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje, eu me dou o direito de ser a pessoa mais importante da minha própria vida. Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se à vontade para compartilhar com os demais.

A Invisível Prisão da Codependência

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" — Moço, moço... Aqui, aqui... Estou preso aqui. Consegue observar a prisão? — Prisão? Que prisão? Vejo você, mas não consigo ver prisão alguma. — Estou preso aqui faz muitos anos. Não consegue enxergar as poderosas grades da rejeição e do medo? — Não vejo grade nenhuma! — Olhe bem. Não consegue notar as pesadas correntes, forjadas na culpa e na vergonha tóxica, que me envolvem dos pés à cabeça? — Também não estou vendo correntes. Você não estaria enganado? — Não, não estou enganado... Consegue perceber o severo carcereiro que limita a minha liberdade e jamais permite que eu diga um simples "não"? — Não vejo carcereiro, não vejo correntes, não vejo grades. Vejo somente você. — Vamos lá... Consegue notar os cadeados da fobia social que me impedem de sair daqui e simplesmente ir ao enc...

O Amor que o Olhar Não Viu

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  " Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Minha mulher me entregou uma caixa de bombons, todos em formato de coração. Abri a embalagem e dei uma olhada rápida. À esquerda, bombons brancos. À direita, bombons pretos. Uma divisão exata, lógica. — Vamos tirar uma foto? — ela sugeriu. Coloquei a caixa ao lado do peito e abri um sorriso largo. Afinal, foto sem sorriso não é foto, não é? — Meu bem, centraliza mais a caixa para mim — ela pediu, ajustando o celular. — Preciso que saia o "Eu te amo" na foto. Eu travei por um segundo. — Como assim, sair o "Eu te amo"? Eu já sei que você me ama... — Não, meu bem. Não é isso. Olha para a caixa com atenção. Olhei de novo. Dessa vez, despido da pressa e da minha própria lógica. E finalmente vi. Naquela caixa vermelha de Dia dos Namorados, exatamente no centro — no espaço exat...

Ah, Os Meus Cachorros...

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  " Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Diagnóstico da casa: a Panelinha é autista, o Pingo é hiperativo, a Nutella é neurótica e o Cachorrão, bipolar. Mas a verdade é que todos carregam as marcas do abandono. A  Panelinha e o Pingo foram resgatados da rua. A Nutella passava os dias presa a uma corrente, no canto escuro de uma garagem. E o Cachorrão simplesmente surgiu do nada, feito miragem, na imensidão de um pasto. Olhando para eles hoje, me pergunto: será que fui eu quem encontrou esses cães, ou foram eles que me encontraram pela lei da afinidade? Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se à vontade para compartilhar com os demais. Cliqu...

O Cansaço das Máscaras

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Meu Poder Superior, conforme eu O concebo: venho até Ti sem minhas inúteis máscaras. Admito que me cansei profundamente de cada uma delas. Estou precisando muito da Sua ajuda. Finalmente estou exausto de mentir, exausto de fugir, exausto de tantos mecanismos de fuga mentais que usei ao longo da vida apenas para não entrar em contato comigo mesmo. Não aguento mais essa escravidão mental e espiritual, na qual me sinto preso, ao longo de todos os meus dias, em teias de pensamentos sem fim. Meu Senhor e meu Deus, gostaria de não fugir mais de mim. Quero simplesmente estar plenamente presente na realidade, tal como ela se apresenta, e não como eu a idealizo. Só por hoje, agradeço por Sua ajuda. Anseio pela Sua graça assim como as plantas anseiam pelas chuvas da primavera. Pública é a minha codepen...

A Beleza Além do Cálculo

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Certa vez, entrei em uma sala repleta de azulejos portugueses nas paredes. Imediatamente, contei o número de linhas e colunas de uma das paredes, fiz o cálculo e multipliquei por quatro. Naquele instante, o meu "cabeção pensante" já sabia o número aproximado de azulejos no recinto. Anos depois, foi que parei para observar um único azulejo detidamente. Só então exclamei para mim mesmo: "Mas que azulejo mais lindo!" É assim que a minha mente funciona: muitas vezes, não olho as coisas da vida com os olhos do corpo, mas com os olhos analíticos da mente. Que cansaço mental! Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha go...

Crescendo em Direção à Luz

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" — Moço, moço... preciso da sua ajuda. — Agora não posso. Não percebe que não estou bem? Sofro de neurose, codependência e estou dentro do espectro autista. Não conte comigo, estou cheio de problemas para resolver. — Moço, está fazendo muito calor e eu estou precisando de um pouco de água. Está tudo muito seco. — Já disse que não posso. Hoje minha neurose está atacada, e estou aqui sentado remoendo o meu passado, tentando desesperadamente encontrar uma solução para os meus dramas presentes. — Moço... eu estou em fase de crescimento e ainda não posso sair daqui para ir buscar água na fonte mais próxima. Mas você pode... — Como assim você não pode? Você por acaso está doente, ou incapacitado por alguma outra razão qualquer, ou é mesmo preguiça da sua parte? — Nada disso, moço... Essas questões n...