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Existe Um Estreito em Mim

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" O Estreito de Ormuz é um canal vital, uma passagem estreita por onde o mar insiste em fluir. Em minha própria mente — muitas vezes fechada e introspectiva — também existe um estreito. Um canal maravilhoso que funciona como o meu ponto de acesso à realidade. Sem essa passagem, a que chamo carinhosamente de 'Estreito do Viajante Emocional', eu teria me perdido nas profundezas do meu próprio isolamento. Agradeço a Deus por essa graça. Não é através deste estreito que escoa o petróleo do mundo, mas a minha própria sanidade, permitindo que a vida — e Deus, como O concebo — continue a habitar em mim. Clique em Brotam Árvores em Minha Mente para ler a crônica anterior. Pública é a minha codependência, consciente de que sou muito maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje, eu me dou o di...

Brotam Árvores em Minha Mente

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Durante anos, minha rotina amanhecia sob o peso de uma angústia que crescia silenciosa, tornando cada dia mais sufocante. Com o tempo, percebi que, junto a esse pesar, brotavam também árvores em minha mente — uma floresta estranha e latente que eu nunca soubera nomear. Cansado de cultivar apenas o sofrimento, decidi transpor essas árvores da imaginação para o solo da realidade. E, à medida que elas ganham vida e raízes lá fora, sinto que a angústia, aqui dentro, enfim começa a diminuir. Clique em A Bússola de Minha Espiritualidade para ler a crônica anterior, ou em Existe Um Estreito em Mim para ler a seguinte. Pública é a minha codependência, consciente de que sou muito maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje, eu me dou o direito de ser a pessoa mais importante da minha própria vida...

A Bússola de Minha Espiritualidade

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Tentei me proteger do sofrimento criando um mundo mental isolado e idealizado, um refúgio onde acreditei que a dor não poderia me encontrar. Foi uma amarga ilusão. Quando me fechei para o mundo, criei um vazio onde não cabia a alegria, a conexão humana ou o amor. Afastei-me de quem eu era e perdi o rumo da minha fé. Mas, em meio a essa escuridão, algo essencial permaneceu: o Programa de 12 Passos. Foi a luz que me impediu de desistir de tudo. Agradeço ao Poder Superior, conforme eu O concebo, por ter tido a clareza de não fechar essa porta, permitindo que a esperança voltasse a ser o meu norte, a bússola de minha espiritualidade. Clique em Vergonha Tóxica: A Soberana do Castelo para ler a crônica anterior, ou em Brotam Árvores em Minha Mente para ler a seguinte. Pública é a minha codependên...

Vergonha Tóxica: A Soberana do Castelo

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" No meu mundo egocêntrico, a Rejeição é a sentinela da minha Vergonha Tóxica, a soberana do castelo. Ela barra qualquer aproximação; nada entra, nada sai. A senhora deste feudo, consumida pela própria desdita, escolheu o exílio na torre mais alta. Ao redor, um fosso intransponível — profundo e escuro como a própria depressão — serve de refúgio onde a Vergonha mergulha nos dias de maior dor, recolhendo-se ao vazio. Sobre este cenário, porém, vigia um senhor feudal implacável: o Orgulho. Ele é o vassalo leal de um domínio ainda mais vasto: o reino onde o meu Ego reina absoluto. Clique em O Mar Verde da Gratidão para ler a crônica anterior, ou em A Bússola de Minha Espiritualidade para ler a seguinte. Pública é a minha codependência, consciente de que sou muito maior que todas as minhas ilusões...

O Mar Verde da Gratidão

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras"   Eu havia fugido geograficamente em busca da felicidade, apenas para encontrar, longe de casa, a sombra que eu carregava dentro de mim: a depressão. Longe da minha terra natal, a dor — aquela que eu sentia sem saber nomear — tornou-se ainda mais insuportável. Mergulhei nos porões mais profundos das angústias que me acompanharam por toda a vida. A dor era tamanha que temi enlouquecer. Foi então, no exílio, que descobri o refúgio das árvores. Encontrei um alento quase terapêutico na repetição e na persistência de cultivá-las. Sob a sombra de uma mangueira-rosa, eu enchia saquinhos com terra, semeando o futuro. Essa tarefa tornou-se minha tábua de salvação, o anteparo que me impediu de sucumbir. Quatro anos depois, retornei ao meu estado natal e, enfim, comecei a cuidar de mim mesmo. No dia em ...

O Homem que Queria Mudar o Mundo

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  " Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Na cidade onde o Rio Paraíba do Sul faz uma volta redonda, viveu um homem que habitava um poço de escuridão. Todas as manhãs, ele emergia de sua profundeza com um propósito grandioso: agradar a todos que cruzassem o seu caminho. Ele desejava, com todas as suas forças, mudar o mundo. No fim do dia, exausto e frustrado por não ter alcançado o impossível — agradar a quem quer que fosse — ele retornava de cara amarrada ao seu poço. Mergulhava, então, em seu mundinho umbilical e sombrio, alimentando-se da própria amargura. No entanto, mesmo ali, nas entranhas da sua depressão, ele guardava uma convicção inabalável: "Amanhã terei êxito!" Ele esquecia, contudo, que a insanidade é fazer sempre as mesmas coisas esperando um resultado diferente. Segundo os cronistas da alma humana, o nome d...

O Infeliz na sua Própria Ilha

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Meu grande sonho, por muito tempo, foi ganhar na loteria. Eu imaginava que bastava uma fortuna para resolver meus problemas: eu compraria uma ilha para viver isolado, longe de tudo e de todos. O programa de recuperação de 12 Passos me mostrou o avesso desse desejo. Entendi que eu não precisava de um paraíso tropical para fugir; eu já vivia em uma ilha, mas era uma ilha de infelicidade e egocentrismo. Eu era o náufrago da minha própria imaturidade. Hoje, a minha vitória não é financeira. É a coragem de destruir as muralhas desse isolamento e, finalmente, construir pontes que me conectem à vida. Clique em A Dinâmica de uma Reunião de 12 Passos para ler a crônica anterior, ou em O Homem que Queria Mudar o Mundo para ler a seguinte. Pública é a minha codependência, consciente de que sou muito ...