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Emoções e Sentimentos

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Emoção e sentimento parecem a mesma coisa no dia a dia, mas vejo como etapas diferentes do que acontece dentro de mim. Minha emoção é o o que acontece primeiro, automática e fisicamente: Uma reação rápida do meu cérebro que desencadeia um estímulo no meu corpo. É biológica e dura segundos ou poucos minutos. Quando surge, sinto meu coração acelerado, suor frio, nó na garganta, frio na barriga, tensão nos ombros... Poderia exemplificar como o medo ao ver uma cobra, nojo com comida estragada, surpresa com um susto, raiva quando eventualmente sinto-me contrariado, irritação quando alguém grita comigo... Algumas emoções básicas que além de mim creio que grande parte das pessoas também possuam: Alegria, tristeza, raiva, medo, nojo, surpresa, irritação. A emoção que sinto é como o "alarme...

O Palito Rejeitado

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  " Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Um palito de fósforo, esquecido sobre o fogão frio. Foi riscado pela metade, não pegou fogo e quebrou em dois. Um fim pequeno, antes mesmo de conhecer sua própria chama. Olho para ele com compaixão. Eu sei o que é ser abandonado, ser descartado antes da tentativa. Pego-o com cuidado e digo baixinho: “Você já tem o ‘não’ do mundo. Não tem nada a perder. Vou te riscar de novo, apesar de tudo. Eu confio em você. E seja qual for o fim, estaremos juntos. Eu conheço essa dor.” Abro o gás. Risco o palito. A cabeça incendeia, se solta da trempe e despenca, prestes a morrer. Mas o gás a alcança. E a chama nasce. Terminei meu café numa manhã fria de outono. Na minha memória afetiva, ficou a trempe acesa, a chama azulada dando calor… e a gratidão silenciosa de um palito de fósforo que foi resgatado pa...

O Programa Funciona, Se Eu Deixar

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Aos 19 anos eu era um adulto sem prática, sem profissão e sem direção. A única saída que vi foi a Universidade Federal, porque a particular estava fora de cogitação. Transformei os livros no na minha tábua de salvação, no meu bote salva vidas. Durante um ano estudei 12 horas por dia. Eu precisava passar, e consegui. Aos 39 anos entrei em um programa de 12 Passos, estava quebrado financeiramente, depressivo, magoado e sozinho. Estava completamente revoltado com a vida. Não conseguia me conectar com um Poder Superior. O programa me pediu somente uma coisa: confie em algo maior do que você mesmo. Fiz isso frequentando as reuniões e praticando sua literatura, fiz isso plantando árvores, muitas árvores. Usei a mesma disciplina de quando me dediquei aos estudos para ingressar na Universidade Fede...

Anorexia Amorosa

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Temos na mesa do meu grupo presencial de 12 Passos a placa com as máscaras emocionais: Ansiedade, raiva, medo, preocupações, ressentimentos, auto piedade, ciúmes. Com exceção da máscara do ciúme usei, e eventualmente ainda uso, todas aquelas máscaras. Mas existem outras máscaras em mim... Uma delas é a anorexia amorosa (também conhecida como anorexia afetiva ou emocional), que nada mais é do que a minha rejeição voluntária ou o medo patológico de envolver-me afetivamente. Assim como na anorexia alimentar onde a pessoa recusa o alimento, na amorosa eu inconscientemente opto por "passar fome" de afeto, evitando a intimidade, relacionamentos ou a exposição emocional, mesmo desejando tudo isso a todo instante. Este é mais um dos meus mecanismos de defesa motivado pelos meus traumas pass...

O Amor e a Rejeição

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Era uma vez um neurótico que ouviu dizer que o amor trazia muito sofrimento para aqueles que caminhavam com ele. Por medo de sofrer, resolveu então trancar o seu amor nas suas próprias masmorras mentais, escondendo-o de si mesmo e de todos os demais. Imensurável foi o seu sofrimento, dor e solidão, que de tão funda o jogou num depressivo poço onde ele quase enlouqueceu. O impiedoso carcereiro do seu amor era a sua própria rejeição, que na presença do seu prisioneiro cedeu aos seus controles sem fim e simplesmente retirou-se, e desta forma absolutamente natural o amor se fez. Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensa...

A Devoradora da Realidade

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  " Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" A rejeição que sinto, e muito, é como um faminto monstro mitológico que se alimenta única e vorazmente de cada instante da minha realidade, deixando sobre o seu caminho o impreenchível vazio da minha presença no aqui e no agora - grande é a dor que sinto pela minha própria ausência. Rogo a Deus todos os dias que me liberte dessa ilusão monstruosa, pois se feio é o monstro, bela é a vida. Ultimamente tenho sentido muitas saudades de mim. Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se à vontade para compartilhar com os demais. Clique em As Duas Bolhas para ler a crônica anterior, ou em O Amor e a Rejeição ...

As Duas Bolhas

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Observei duas bolhas, transparentes como gotas d’água, lado a lado. Na primeira, uma criança. Carregava tristeza, angústia e uma carência funda. Em sua dor, procurava alguém que aplacasse seu sofrimento. Na segunda, um adulto. Mente acelerada, um mar sem fim de pensamentos, fugas e fantasias. Racional ao extremo, mas por dentro o mundo era escuro, triste, depressivo. Também buscava alguém — talvez uma alma gêmea — que rompesse sua solidão absoluta. Apesar de tão próximas, a criança não via o adulto. E vice-versa. Na bolha dela, uma placa: “Criança Codependente”. Na dele: “Adulto Neurótico”. Não sei como, mas as bolhas sumiram. Uma força poderosa os atraiu, creio que tenha sido a força do amor. No encontro, fundiram-se. Adulto e criança tornaram-se um só — sem neurose, sem codependência. Públi...