Escrevendo Para Minha Criança Interior Ferida
" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Belo Horizonte, 13 de junho de 2024 Querido Lolô, Tenho ótimas lembranças de você na minha infância. Sempre gostei da sua espontaneidade e ficava maravilhado de vê-lo divertindo-se num monte de areia, rolando pelo chão seus carrinhos de lata, ou ainda soltando pipa sozinho nos campos, sob o vento suave do outono. O tempo passou, Lolô. E, com o tempo, eu cresci. Crescendo, acabei me esquecendo de você, achando que o adulto que me tornei seria capaz de resgatar por conta própria toda a alegria que sentia na sua presença. Errei feio, Lolô. Nada do que conquistei no mundo adulto me trouxe de volta aquele contentamento antigo. A cada dia e a cada nova conquista, fui ficando mais amargurado, até perder-me completamente em profundos poços depressivos. Passados tantos anos, Lolô, lembrei-me novamente...