"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade
necessária
para aceitar as coisas que não podemos
modificar,
Coragem para modificar aquelas que
podemos,
e Sabedoria para distinguir umas das
outras"
Estava tudo em paz desde o princípio dos tempos... lá estava o mar, lá estavam os mariscos, lá estava a rocha. Mas a impermanência reina, e o mar muitas vezes se revoltava — uma verdadeira vida de mar. Na sua fúria, as ondas cresciam e se chocavam violentamente contra a rocha, que parecia aceitar estoicamente a rotina de apanhar na beira da praia: uma resignada vida de rocha.
Até que um certo marisco se incomodou profundamente com as pancadas. Ele vivia um dilema: por um lado, respeitava o mar e, mais do que isso, temia-o — um pavor que o impedia de amá-lo, especialmente nos dias intempestivos. Por outro, amava a rocha com tanta intensidade que, apesar do seu minúsculo tamanho, desejava a todo custo libertá-la daquela violência constante.
Após muito ponderar, encontrou uma solução para o drama. Numa noite de intensa tempestade, com o mar de ressaca açoitando o litoral, o marisco incrustrou-se na rocha. Decidiu receber em seu próprio corpo os golpes, abrigando a amada das intermináveis batidas.
Desde então, passou a viver entre o mar e a rocha uma existência de sacrifício e dor — a legítima vida de marisco: a de um ser irremediavelmente codependente.
Meu nome é Anônimo, Anônimo em recuperação! Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se a vontade para compartilhar com os demais.
Brigado Aloisio por compartilhar ❤️
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