Minha Fuga Para os Himalaias

"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade

necessária

para aceitar as coisas que não podemos

modificar,

Coragem para modificar aquelas que
podemos,

e Sabedoria para distinguir umas das
outras"


A doença das emoções é como aquele homem que, determinado a escapar de si mesmo, buscou refúgio nos confins mais remotos do mundo. Encontrou um mosteiro nos Himalaias, um lugar tão distante e isolado que parecia impossível ser alcançado pelas sombras do passado. No início, a primavera trouxe consigo uma sensação de renovação e beleza, e ele se sentiu livre e feliz.

Mas, como as estações mudam, também mudam os nossos estados de espírito. O verão chegou com seu calor e vitalidade, e ele se deixou levar pela alegria e pelo entusiasmo. No entanto, quando o outono chegou, trazendo consigo o frio e a melancolia, as velhas dores internas começaram a despertar. O frio externo ecoou dentro dele, e a nostalgia começou a corroer sua alma.

À medida que a temperatura caía e a escuridão aumentava, ele sentiu-se sendo puxado para o poço depressivo que pensava ter deixado para trás. A dor foi imensa ao perceber que a doença das emoções o acompanhara até ali, naquele refúgio supostamente seguro. Ela dormia ao seu lado todas as noites, silenciosa e constante, lembrando-o de que alguns males não podem ser deixados para trás, apenas carregados para novos lugares.

Nesse momento, ele entendeu que a verdadeira jornada não era fugir de si mesmo, mas enfrentar as sombras que o perseguiam. A busca por cura e paz não seria encontrada na distância física, mas na coragem de olhar para dentro e enfrentar os próprios demônios.

A Cordilheira dos Himalaias em mim foi o lugar mais triste, frio e distante que eu já conheci ao longo de tantas viagens que faço em busca da minha natureza interior.

Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida.

Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se à vontade para compartilhar com os demais.

Clique em A Devoradora da Realidade para ler a crônica anterior, ou Antes que Tudo se Transforme em Pó para ler a seguinte.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A Criança Ferida e o Neurótico

Minha Tristeza é Diferente da Minha Angústia

O Homem no Fundo do Poço