A Devoradora da Realidade

"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade

necessária

para aceitar as coisas que não podemos

modificar,

Coragem para modificar aquelas que
podemos,

e Sabedoria para distinguir umas das
outras"



Em minha casa emocional habita uma fera faminta que me inspira um temor profundo. Tento expulsá-la todos os dias, mas só por hoje ainda não consigo.

A cada momento sou obrigado a alimentá-la, tirando do meu próprio sustento para satisfazer sua fome insaciável.

Essa fera se chama rejeição, e seu alimento predileto é a percepção direta e sem interferências mentais da minha própria realidade. Ela a devora com uma gana insaciável, deixando-me apenas restos de ilusões, fantasias mentais, pesamentos mágicos e vazios de viver.

Depois de saciada sua fome, ela simplesmente vira as costas e diz de forma sarcástica: Agora é a sua vez de comer as sobras no cocho da sua vida — quanto mais ela se alimenta, mais eu me consumo.

Por isso eu preciso continuar voltando às salas e praticando com toda a sinceridade do meu coração este Programa de 12 Passos, prontificando-me inteiramente a não mais alimentar esta fera ilusória que ainda habita dentro de mim.

Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida.

Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se à vontade para compartilhar com os demais.

Clique em A Fera Rejeição para ler a crônica anterior, ou em Minha Fuga Para os Himalaias para ler a seguinte.

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