A Luz no Quarto Escuro

"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade

necessária

para aceitar as coisas que não podemos

modificar,

Coragem para modificar aquelas que
podemos,

e Sabedoria para distinguir umas das
outras"



Li centenas de livros procurando a felicidade sem encontrá-la, por um motivo simples: ela não está fora, está dentro. Sempre que uma leitura me impactava, eu tentava me moldar ao outro. Isso me levou do nada a lugar nenhum — afinal, tentar ser quem não sou é apenas a doença se manifestando.

Busquei fora por medo de olhar para dentro, tornando-me um desconhecido para mim mesmo. Hoje, pratico o Quarto Passo como um holofote que lança luz nos cômodos mais escuros e empoeirados do meu ser. Nada resiste a essa luz — nem mesmo o meu quarto mais depressivo e trancado do passado.

Reconhecer que tudo habita em mim já é metade do caminho. Não preciso mais controlar os outros para encontrar a paz. Os outros são os outros; eu sou eu. Ainda luto contra esse vício antigo, mas sinto a consciência se expandindo e o controle cedendo.

Ainda carrego marcas da infância: uma criança ferida e egocêntrica ainda vive em mim, exigindo tudo no seu tempo e ansiando pelo colo materno.

Se eu visse minhas pendências emocionais como um pacote, a embalagem seria impecável e atraente. Mas cuidado, companheiros! É um embuste do ego. Essa embalagem bonita é apenas o meu orgulho — o mais astuto advogado das minhas velhas sombras.

Clique em O amor em forma de renúncia para ler a crônica anterior.

Pública é a minha codependência, consciente de que sou muito maior do que todas as minhas ilusões. Só por hoje, eu me dou o direito de ser a pessoa mais importante da minha própria vida.

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