Para Onde Fogem as Crianças Feridas?

"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade

necessária

para aceitar as coisas que não podemos

modificar,

Coragem para modificar aquelas que
podemos,

e Sabedoria para distinguir umas das
outras"



Ao menor sinal de conflito entre duas ou mais pessoas, meu coração dispara e a ansiedade se instala. Meu desejo urgente é apaziguar a guerra, mas sinto-me impotente — e, por vezes, culpado, mesmo que a culpa não me pertença.

Nesses momentos, o impulso é fugir. Mas para onde fugiria, se me sinto ainda como uma criança? Então, eu fujo como uma criança ferida: escondo-me dentro de mim, tão profundamente que nem mesmo as lágrimas contidas revelam meu paradeiro.

Humildemente, rogo a Deus que me liberte desse impulso insano de escapar do 'aqui e do agora'. A dor da minha própria ausência na vida é um abismo. Comecei a fugir antes mesmo de chegar a qualquer lugar concreto; desde então, o vento da liberdade, que nunca senti no rosto, tornou-se apenas um anseio distante. E os foragidos, bem sei, nunca encontram a paz em lugar nenhum.

Hoje, o programa de 12 Passos segura a minha mão. Ele me ajuda a engatinhar, um dia de cada vez, um passo de cada vez.

Clique em O Dilema do Dono do Grupo para ler a crônica anterior.

Pública é a minha codependência, consciente de que sou muito maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje, eu me dou o direito de ser a pessoa mais importante da minha própria vida.

Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se à vontade para compartilhar com os demais.

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