A Praia que Rejeitava o Mar
"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade
necessária
para aceitar as coisas que não podemos
modificar,
Coragem para modificar aquelas que
podemos,
e Sabedoria para distinguir umas das
outras"
Havia uma praia que, por medo de ser invadida, se sentia profundamente neurótica e codependente. Certa vez, irritada com o mar que molhava suas areias sem pedir licença, sentiu-se invadida e ressentiu-se. O vento soprava em direção às águas, e a praia, em um gesto de autoproteção exagerada, ordenou que ele erguesse uma montanha de areia ali: uma duna alta para separá-la daquele "mar inconveniente".
O pedido foi atendido. Por alguns dias, a praia sentiu o alívio do isolamento e o prazer de controlar seu ambiente. Mas o controle é uma ilusão passageira. Em uma manhã, o vento, mudando de direção, devolveu a areia ao seu lugar original. As águas voltaram a tocar a costa. Frustrada, a praia tentou impor novas ordens, mas, desta vez, o vento não obedeceu. O fracasso na tentativa de controlar o incontrolável transformou sua raiva em uma couraça fria, culminando em uma depressão profunda: a praia tornou-se um deserto, árido e sem vida.
Minha angústia pode ser comparada ao sofrimento desta imensa praia que jamais permitiu que as ondas do mar a tocassem, criando um imenso deserto que os separava. Pelo imenso medo de ser rejeitada por ele.
A prática do programa de 12 Passos me ajuda a revelar aqueles meus sentimentos mais secretos que eu jamais descobriria sozinho.
Clique em A Criança Ferida Em Cima do Muro para ler a crônica anterior, ou em O Humano e o Divino para ler a seguinte.
Pública é a minha codependência, consciente de que sou muito maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje, eu me dou o direito de ser a pessoa mais importante da minha própria vida.
Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se à vontade para compartilhar com os demais.
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