O Estranho Caçador de Passarinhos
"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade
necessária
para aceitar as coisas que não podemos
modificar,
Coragem para modificar aquelas que
podemos,
e Sabedoria para distinguir umas das
outras"
Por uma vida inteira, persegui a felicidade como se ela fosse um destino futuro, ignorando que, enquanto eu desejava, eu não vivia. A recuperação revelou-me que a minha maior tristeza não era o que me faltava, mas o vazio que eu cavava em mim mesmo ao viver no 'ainda não'.
Simplesmente negligenciei o único tempo real: o presente. Minha loucura foi tentar aprisionar o fluxo da existência. Penso na realidade como pássaros em revoada; a minha vida foi o esforço inútil de disparar projéteis contra o céu, tentando deter o que é, por natureza, livre e passageiro.
O meu pedido ao Poder Superior, feito diariamente, é mais simples: que o desejo silencie e que a vida, tal como se apresenta, seja suficiente. Que eu encontre a coragem de desarmar o meu medo e, finalmente, habitar o instante.
Clique em O Galo que Jamais Cantou para ler a crônica anterior, ou em O Boleto da Alma: O Custo de não se tratar para ler a seguinte.
Pública é a minha codependência, consciente de que sou muito maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje, eu me dou o direito de ser a pessoa mais importante da minha própria vida.
Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se à vontade para compartilhar com os demais.

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