A Criança Oculta: A Linha que Divide a Neurose e a Codependência

"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade

necessária

para aceitar as coisas que não podemos

modificar,

Coragem para modificar aquelas que
podemos,

e Sabedoria para distinguir umas das
outras"



Lendo nas páginas do livro da minha própria vida, finalmente percebi a sutil diferença entre minha neurose e minha codependência.

Toda criança, ao nascer, traz potencialmente um adulto dentro de si. A partir do primeiro suspiro, ela começa a crescer e a se desenvolver em direção a esse adulto que um dia será. No entanto, nesse processo natural, algo curioso acontece: mesmo quando o adulto se manifesta plenamente, a criança não desaparece. Ela permanece viva, habitando nosso íntimo como a nossa eterna criança interior.

A neurose ocorre quando o adulto negligencia, silencia e se esquece da criança que foi um dia — abandonando sua imortal essência infantil.

A codependência se instala quando essa criança interior esquecida decide bater à porta do adulto, reclamando desesperadamente por sua presença, atenção, acolhimento e amor. Como não encontra esse colo em si mesma, ela passa a buscá-lo obsessivamente nos outros.

Minha doença emocional, portanto, é este desencontro crônico: o adulto esconde a criança interior enquanto ela, no escuro, procura por ele sem cessar.

Minha saúde emocional, por outro lado, é o reencontro. É quando a criança e o adulto caminham juntos, de mãos dadas e em perfeita harmonia, trocando amor, limites e cuidados mútuos. Tudo dentro de mim.

Clique em A Criança Esquecida no Porão para ler crônica anterior, ou em Minha Dulcinéia aos 14 Anos para ler a seguinte.

Pública é a minha codependência, consciente de que sou muito maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje, eu me dou o direito de ser a pessoa mais importante da minha própria vida.

Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se à vontade para compartilhar com os demais.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Minha Tristeza é Diferente da Minha Angústia

Minha Fuga Para os Himalaias

Sobre a Gratidão