A Criança Esquecida no Porão

"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade

necessária

para aceitar as coisas que não podemos

modificar,

Coragem para modificar aquelas que
podemos,

e Sabedoria para distinguir umas das
outras"


O Sr. Neurótico recebeu um visitante em casa. Orgulhoso, mostrou cada cômodo reformado. Até que, no meio da visita, um som estranho: um choro abafado. Um lamento de criança. O visitante parou.

"O senhor tem filhos pequenos?" "Não", respondeu o Sr. Neurótico, confuso. "Meus filhos já cresceram. Deve ser engano." Mas não era. Havia sim uma criança naquela casa. Perdida. Machucada. Trancada num porão nos fundos. O Sr. Neurótico não mentiu. Ele só não sabia.

Não sabia que existia um porão ali. Nem que uma parte dele chorava por atenção, há anos. Essa é a minha neurose profunda. Minha mente esconde dores e segredos em lugares tão escuros a ponto de eu mesmo perder o acesso. Passei muitos anos da minha vida reformando e decorando minha casa, mas esqueci de cuidar do meu próprio porão.

Clique em A Gotinha que Voltou para o Céu para ler a crônica anterior ou em A Criança Oculta: A Linha que Divide a Neurose e a Codependência para ler a seguinte.

Pública é a minha codependência, consciente de que sou muito maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje, eu me dou o direito de ser a pessoa mais importante da minha própria vida.

Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se à vontade para compartilhar com os demais.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Minha Tristeza é Diferente da Minha Angústia

Minha Fuga Para os Himalaias

Sobre a Gratidão