O Equilibrista Embriagado na Corda Bamba

"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade

necessária

para aceitar as coisas que não podemos

modificar,

Coragem para modificar aquelas que
podemos,

e Sabedoria para distinguir umas das
outras"



Quando a codependência me domina, sinto-me como um equilibrista embriagado, tentando desesperadamente manter pratos girando sobre uma corda bamba, estendida acima de um abismo sem fim. Minha insegurança, medo, culpa, vergonha tóxica e solidão não são apenas sentimentos; são absolutos que me consomem.

Sinto-me como uma criança amedrontada, não mais no controle dos pratos, mas à deriva no turbilhão emocional entre as pessoas em conflito ao meu redor, incapaz de estabilizar meu frágil barquinho. Há dois dias habito esse estado de desamparo.

Se minha neurose fosse uma casa, minha codependência seria o porão: um lugar fechado e mantido em segredo, um refúgio sombrio onde a criança chora e a mãe jamais chega a ver.

Minha codependência é, enfim, essa madrasta cruel que não suporta a própria existência do enteado que habita em mim.

Clique em Era Muita Areia Para o Meu Caminhão para ler a crônica anterior, ou em Codependência: A Senhora Absoluta para ler a seguinte.

Pública é a minha codependência, consciente de que sou muito maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje, eu me dou o direito de ser a pessoa mais importante da minha própria vida.

Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se à vontade para compartilhar com os demais.

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