O Amor que o Olhar Não Viu

 

"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade

necessária

para aceitar as coisas que não podemos

modificar,

Coragem para modificar aquelas que
podemos,

e Sabedoria para distinguir umas das
outras"



Minha mulher me entregou uma caixa de bombons, todos em formato de coração.


Abri a embalagem e dei uma olhada rápida. À esquerda, bombons brancos. À direita, bombons pretos. Uma divisão exata, lógica.

— Vamos tirar uma foto? — ela sugeriu.

Coloquei a caixa ao lado do peito e abri um sorriso largo. Afinal, foto sem sorriso não é foto, não é?

— Meu bem, centraliza mais a caixa para mim — ela pediu, ajustando o celular. — Preciso que saia o "Eu te amo" na foto.

Eu travei por um segundo. — Como assim, sair o "Eu te amo"? Eu já sei que você me ama...

— Não, meu bem. Não é isso. Olha para a caixa com atenção.

Olhei de novo. Dessa vez, despido da pressa e da minha própria lógica. E finalmente vi.

Naquela caixa vermelha de Dia dos Namorados, exatamente no centro — no espaço exato entre os bombons brancos de um lado e os pretos do outro —, estava escrito de forma simples, mas nítida: Eu te amo.

Ali, caiu uma ficha gigante. Só por hoje, eu preciso aprender a liberar o meu olhar para conseguir enxergar o amor que já está diante de mim — e dentro de mim.

Os autistas também amam. Preciso continuar aprendendo a liberar o olhar do meu ser, para simplesmente conseguir sentir todo o amor que já está dentro de mim.

Pública é a minha codependência, consciente de que sou muito maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje, eu me dou o direito de ser a pessoa mais importante da minha própria vida.

Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se à vontade para compartilhar com os demais.

Clique em Ah, Os Meus Cachorros... para ler a crônica anterior, ou em A Invisível Prisão da Codependência para ler a seguinte.

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