Eu e o Meu Velho Ego
"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade
necessária
para aceitar as coisas que não podemos
modificar,
Coragem para modificar aquelas que
podemos,
e Sabedoria para distinguir umas das
outras"
O meu ego existe pra manter-me vivo e funcional como indivíduo. Ele é basicamente o “gerente” da minha mente. Sem meu ego, eu não saberia onde termino e onde o resto do mundo começa. Através dele consigo dizer "meu nome", "minha história", "meus limites", "meu endereço", etc. Sem ele eu não conseguiria atravessar a rua sem ser atropelado, não conseguiria comprar um pão, não conseguiria voltar para minha casa... Sem ele eu estaria completamente perdido neste planeta — meu ego é minha identidade o GPS da minha vida.
Meu ego me faz sentir medo de pular de um prédio, vergonha pra não sair pelado na rua, orgulho para defender meu território... Evolutivamente, quem não tinha ego virou almoço de fera.
O paradoxo é que o mesmo ego que me protege também me limita. Ele precisa se sentir especial, certo e no controle. Por isso sofro (ou seria ele quem sofre?) com rejeição, crítica, vergonha, carência, medo, morte, sofro, enfim, com tudo o que ameaça a história do meu "eu falso", meu velho ego.
Meu velho ego é fundamental, mas quando me identifico integralmente com ele, vira prisão. Na verdade meu ego não é vilão, é ferramenta existencial. O meu grande problema é quando o "gerente" da minha mente acha que é o dono da empresa que "Eu sou", passando a gerir completamente a minha vida, mesmo em assuntos que não lhe dizem respeito. É justamente neste ponto que principia a minha doença mental e emocional.
A prática do programa de 12 Passos me ajuda a identificar com exatidão o meu velho ego, e é exatamente neste ponto que o milagre das recuperação começa a acontecer em minha vida.
Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida.
Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se à vontade para compartilhar com os demais.
Clique em Olhem Lá Dentro do Poço para ler a crônica anterior, ou em Marimbondos Mentais para ler a seguinte.

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