As Duas Bolhas
"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade
necessária
para aceitar as coisas que não podemos
modificar,
Coragem para modificar aquelas que
podemos,
e Sabedoria para distinguir umas das
outras"
Observei duas bolhas, transparentes como gotas d’água, lado a lado. Na primeira, uma criança. Carregava tristeza, angústia e uma carência funda. Em sua dor, procurava alguém que aplacasse seu sofrimento.
Na segunda, um adulto. Mente acelerada, um mar sem fim de pensamentos, fugas e fantasias. Racional ao extremo, mas por dentro o mundo era escuro, triste, depressivo. Também buscava alguém — talvez uma alma gêmea — que rompesse sua solidão absoluta.
Apesar de tão próximas, a criança não via o adulto. E vice-versa. Na bolha dela, uma placa: “Criança Codependente”. Na dele: “Adulto Neurótico”.
Não sei como, mas as bolhas sumiram. Uma força poderosa os atraiu, creio que tenha sido a força do amor. No encontro, fundiram-se. Adulto e criança tornaram-se um só — sem neurose, sem codependência.
Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida.
Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se à vontade para compartilhar com os demais.
Clique em O Eu Verdadeiro e o Falso eu para ler a crônica anterior.

Sua recuperação e partilha nos faz reconhecer e identificar com sua trajetória de superação! Obrigada!
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