Eu e Minhas Máscaras

"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade

necessária

para aceitar as coisas que não podemos

modificar,

Coragem para modificar aquelas que
podemos,

e Sabedoria para distinguir umas das
outras"

Quando eu era muito infeliz, eu queria ser qualquer um, menos eu. Queria sucesso, fama e uma felicidade que parecia emprestada.

Já quis ser o Pelé, o Garrincha, o Zico, o Emerson Fittipaldi, o Ayrton Senna, o Oscar Schmidt, o Michael Jordan... Já quis ser os atores de cinema americano; os bancários de paletó e gravata; aqueles funcionários bem pagos, que moram bem e andam em carros bonitos; os pilotos de avião, lá nas alturas... Já quis ser astronauta da NASA; desbravador de terras desconhecidas; aluno genial, tirando notas altas sem estudar; herói de mitologia...

Até que um dia entrei numa sala de 12 Passos. Com o Programa, com o tempo e com a prática, eu parei de querer ser tudo isso que eu não era. E que alívio isso me trouxe.

Hoje, só por hoje, sou feliz sendo quem eu sou. Muitas vezes sinto uma alegria imensa solitariamente em um campo, plantando árvores. Uma a uma, todos os dias, por anos.

Hoje, só por hoje, lavo a louça da minha casa, varro o chão, limpo o banheiro. Sou pai, sou filho, sou vizinho, sou irmão, sou companheiro. Sou, enfim, um cidadão comum e anônimo.

E que bom é ser eu mesmo, sem precisar de máscaras para esconder minha infelicidade e minha identidade.

Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida.

Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se à vontade para compartilhar com os demais.

Clique em O a, b, c da Espiritualidade para ler a crônica anterior.

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