O Falido Imperador das Ilusões


"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade

necessária

para aceitar as coisas que não podemos

modificar,

Coragem para modificar aquelas que
podemos,

e Sabedoria para distinguir umas das
outras"


Na época do meu internato na depressão eu ficava uma parte do meu tempo imaginando no meu cabeção um mundo lindo, perfeito, maravilhoso, funcional e cheio de paz e de pessoas felizes, gentis e agradáveis.

A outra parte do tempo eu ficava lamentando profundamente que o mundo não era, de fato, como eu gostaria que ele fosse, segundo, é claro,  os meus padrões de arquiteto mental falido, e grande era o meu sofrimento.

Por trás da minha depressão estava atuando o meu enorme orgulho, que simplesmente desejava um mundo ideal onde todos estariam o tempo todo em paz comigo, e então eu poderia finalmente desfrutar de um imenso bem estar por toda a minha existência planetária e além.

Seria o meu orgulho um imperador? Viva o imperador, vida longa ao imperador. Seria trágico o meu drama pessoal, ou tudo isto não passou e ainda não passa de uma comédia pastelão produzida e dirigida pelo meu velho ego, tendo como ator principal o meu orgulho?

Só por hoje eu aprendo que isto é doença, doença pesada e pensada, e agora estou finalmente ciente de que nada muda se eu não mudar.

Na escuridão da minha ignorância, o meu orgulho cego furtou a alegria do meu viver, levando embora todo o meu presente.

Viajante Emocional, o idealizador falido do mundo das velhas estruturas imaginárias que finalmente estão caindo por terra.

Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida.

Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se a vontade para compartilhar com os demais.

Clique em A Chave da Liberdade para ler a crônica anterior, ou em O Não Reprimido para ler a seguinte.

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