O Falido Imperador das Ilusões
Na época do meu internato na depressão eu ficava uma parte do meu tempo imaginando no meu cabeção um mundo lindo, perfeito, maravilhoso, funcional e cheio de paz e de pessoas felizes, gentis e agradáveis.
A outra parte do tempo eu ficava lamentando profundamente que o mundo não era, de fato, como eu gostaria que ele fosse, segundo, é claro, os meus padrões de arquiteto mental falido, e grande era o meu sofrimento.
Por trás da minha depressão estava atuando o meu enorme orgulho, que simplesmente desejava um mundo ideal onde todos estariam o tempo todo em paz comigo, e então eu poderia finalmente desfrutar de um imenso bem estar por toda a minha existência planetária e além.
Seria o meu orgulho um imperador? Viva o imperador, vida longa ao imperador. Seria trágico o meu drama pessoal, ou tudo isto não passou e ainda não passa de uma comédia pastelão produzida e dirigida pelo meu velho ego, tendo como ator principal o meu orgulho?
Só por hoje eu aprendo que isto é doença, doença pesada e pensada, e agora estou finalmente ciente de que nada muda se eu não mudar.
Na escuridão da minha ignorância, o meu orgulho cego furtou a alegria do meu viver, levando embora todo o meu presente.
Viajante Emocional, o idealizador falido do mundo das velhas estruturas imaginárias que finalmente estão caindo por terra.

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