O Não Reprimido
necessária
para aceitar as coisas que não podemos
modificar,
Coragem para modificar aquelas que
podemos,
e Sabedoria para distinguir umas das
outras"
E o não preso na garganta, e o padrão de agradar a todos mantendo-me acorrentado.
É tão simples falar um não, mas então o coração dispara e na sua disparada trás um turbilhão de velhas emoções.
Nesta hora já não sou eu adulto no tempo presente, sou eu criança no tempo codependente, um tempo sempre passado e traumático.
Eu quero dizer não, eu quero colocar os meus limites, eu preciso falar, mas eu calo, e no silêncio que se faz a mente acelera e começa a disparar pensamentos sem fim...
Você não pode questionar, você tem que acatar, você não pode reclamar, você não pode dizer não, senão...
Senão ele não vai gostar de você; se não ele vai ficar com raiva de você; senão ele vai gritar com você: senão ele vai castigar você; senão ele fará você sentir uma profunda culpa e uma tóxica vergonha por algo que você não fez, e você não deseja mais sentir esta culpa e esta vexatória e repugnante vergonha sem fim...
Pois esta culpa dói, dói muito, dói tanto que para não sentí-la jamais você se embriaga na sua própria rejeição, perdendo-se completamente no outro, na insana tentativa de encontrar a sua própria paz, e quanto mais você busca a paz no outro, mais a guerra se faz em você.
Ah companheiros... quanto mais eu fujo da rejeição dos outros, mais eu a encontro em mim.
Eu queria tanto o abraço profundo e amigo dele, mas este abraço não veio, pois o abraço do narciso não é um abraço amigo, mas tão somente um abraço inimigo, paralisante e parasita, que na sua perversa força explora até a exaustão a minha própria fraqueza, anestesiando-me lentamente na minha própria dor.
Eu preciso de um abraço, de um abraço amigo e acolhedor, de um abraço de encontro com meus espelhos e meus iguais, eu preciso de um grande e singular abraço, eu preciso do abraço de todo aquele que sente o que eu sinto, eu preciso muito do meu próprio abraço a fim de não morrer de solidão.
Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida.
Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se a vontade para compartilhar com os demais.
Clique em O Falido Imperador das Ilusões para ler a crônica anterior, ou em A Pesada Carga da Criança Culpada para ler a seguinte.

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