Reflexões Sobre o Amor
necessária
para aceitar as coisas que não podemos
modificar,
Coragem para modificar aquelas que
podemos,
e Sabedoria para distinguir umas das
outras"
Sobre o amor, o que eu sei...
Sei que ele não está no meu mau humor e na minha cara de contrariedade quando os outros não satisfazem a minha vontade...
Sei que ele não está nas minhas viagens mentais à procura de uma felicidade inalcançável; sei que não está nos meus medos, na minha rejeição, na minha depressão, na minha solidão; sei que não está na minha tentativa de impor a vontade sobre os outros...
Sei que não está na minha angústia e na minha dificuldade da entrega incondicional a um Poder Superior, conforme eu O concebo; sei que não está nas supostas mulheres bonitas e maravilhosas que eu encontrei pelo caminho, achando que poderia fazer delas pessoas muito felizes, e que elas fariam de mim também um um sujeito cheio até as bordas de alegria de viver; sei que não está no antagonismo calado que tive com o meu pai ao longo de toda uma vida...
Sei que não está naquele apego à minha mãe, como se ela pudesse com todo a sua presença, que era grande, preencher todo o meu enorme vazio de viver, que era imenso; sei que nunca esteve nas minhas fugas geográficas e mentais, sempre à procura da solução para a minha infelicidade crônica num ponto distante no tempo e no espaço; sei que não está na minha procrastinação, na minha culpa, na minha raiva, na minha vergonha tóxica, na minha indiferença, nas minhas fantasias românticas, na minha fobia social, no meu pensar compulsivo...
Sei que não está na minha estranha e egocêntrica mania de achar que todo o mundo gira em torno do me próprio umbigo; que não está no meu controle, nem no meu sonho infantil de ser herói ou no meu pesadelo adulto de ser o vilão...
Sei que não está nas minhas manias de grandeza e pequenez; sei que não está na manifestação do meu orgulho; sei que não está onde o meu velho ego se manifesta sempre que eu me ausento da realidade para flertar de forma inconsciente com a rejeição.
Tudo isto são manifestações da doença das emoções em mim, tudo isto é o lado oposto, tudo isto é o avesso do amor, e do outro lado eu encontro a recuperação, e no processo diário da recuperação eu finalmente localizo o amor.
Mas o amor também está e sempre esteve lá do lado do meu avesso, lá onde residem todas as minhas dores emocionais, ele sempre esteve lá do meu lado na minha caverna escura sussurrando nos meus ouvidos: "Não desista Viajante Emocional, não desista de você, não desista de mim, continue, vá em frente que daqui a pouco a noite escura vai passar, continue só mais um pouquinho que a luz já vem, continue companheiro, continue companheira, continuemos todos, pois somos a mais pura expressão do mais profundo amor de um Poder Superior amantíssimo — conforme O concebemos —, por cada um de nós."
Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida.
Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se a vontade para compartilhar com os demais.
Clique em Quanto Maior o Voo, Maior o Tombo para ler a crônica anterior, ou em O Baú Fechado das Causas Remotas para ler a seguinte.

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