Quanto Maior o Voo, Maior o Tombo


"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade

necessária

para aceitar as coisas que não podemos

modificar,

Coragem para modificar aquelas que
podemos,

e Sabedoria para distinguir umas das
outras"


Sinto-me como um cidadão no mundo da minha imaginação e um exilado no mundo real. Fiz do meu mundo imaginário o meu refúgio, o meu porto seguro.

Por não saber agir de outra maneira fui dando asas à minha imaginação, e com o tempo ela passou a voar de tal forma e com tanta confiança, que passou a ser autônoma e independente e não mais controlada por mim, e desta maneira eu me transformei num escravo e prisioneiro de minhas próprias criações mentais.

Quero descer da imaginação, mas a altura que me separa da realidade é tanta que só de olhar lá de cima eu tenho medo de cair e ferir-me, por isto continuo lá no alto, no alto da minha imaginação, no alto da minha ilusão, no alto e no cume frio e distante da minha mais profunda rejeição. Quanto maior o voo da ilusão, maior o tombo.

Grande e silenciosa é a minha dor, mas é sempre um dia de cada vez, e eu vivo todos os dias com uma confiança interna de que um dia eu voarei de volta para a minha casa, não aqui no interior do meu estado, mas no meu estado natal e pessoal bem dentro do interior de mim.

Viajante Emocional, o inquilino da casa das ilusões cujo senhorio é o meu velho ego, aquele para quem eu tenho que pagar o aluguel da minha própria escravidão todos os dias, chova ou faça sol.

Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida.

Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se a vontade para compartilhar com os demais.

Clique em O Silêncio das Cadeiras Vazias para ler a crônica anterior, ou em Reflexões Sobre o Amor para ler a seguinte.

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