Os Rios Não Entram Em Controvérsias


"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade

necessária

para aceitar as coisas que não podemos

modificar,

Coragem para modificar aquelas que
podemos,

e Sabedoria para distinguir umas das
outras"


A doença das emoções é semelhante as intermináveis discussões entre dois grandes fazendeiros.

O primeiro era o proprietário da fazenda Barra Mansa, e o segundo o da fazenda Volta Redonda, ambas banhadas por um mesmo rio.

Nas acaloradas discussões entre eles, o fazendeiro da Barra Mansa dizia: "O rio que passa pela minha fazenda é o maior de todo o estado, minha fazenda vale muito mais do que a sua, seu inculto."

No que o outro retrucava: "Ledo engano o seu, seu analfabeto, o rio que passa nas minhas terras é tão ou mais longo do que o que passa nas suas, mas tem um porém, ele faz uma volta praticamente perfeita, uma Volta Redonda, o que qualifica a minha fazenda como uma das mais belas do país, certamente a mais bela!"

O rio Paraíba do Sul que descia do Planalto Paulista, banhando as terras da fazenda Barra Mansa, desenhando em seguida no relevo uma Volta Redonda na fazenda seguinte, ouvia aquelas discussões sem sentido, jamais detendo suas águas para entrar naquela celeuma sem fim, seguindo tranquilamente o seu caminho em direção à sua foz no oceano Atlântico. Os rios não entram em controvérsias.

Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se a vontade para compartilhar com os demais.

Clique em Alguém Leu para ler a crônica anterior, ou em A Doença da Ausência para ler a seguinte.

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