O Peregrino e a Codependência
"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade
necessária
para aceitar as coisas que não podemos
modificar,
Coragem para modificar aquelas que
podemos,
e Sabedoria para distinguir umas das
outras"
Seja muito bem-vindo ao blog; Benvindo é meu sobrenome, Anônimo é o meu nome e pública é a minha gratidão.
O Peregrino precisava de uma resposta para a sua pergunta; enveredou floresta a dentro à procura da sábia Coruja, até finalmente encontrá-la empoleirada no alto de um frondoso pé de jenipapo.
— sábia Coruja, responda para mim em poucas palavras sobre esta tal de codependência que assola os meus dias de viver.
— Um imenso museu repleto de desagradáveis recordações mortas e insepultas, em cujas paredes existem infinidades de quadros retratando nostálgicas emoções, muitas das quais vinculadas a experiências de vidas jamais vividas e doentiamente imaginadas.
O Peregrino não gostou muito da resposta, sentia-se como uma vítima do destino e do universo, e toda a dor de sua criança interior ferida era sem dúvida alguma de responsabilidade de terceiros; virou as costas e seguiu o seu caminho, deveria haver alguém com uma resposta mais adequada, "quem sabe uma raposa", pensou ele ouvindo ainda a Coruja ao longe...
— Peregrino, Peregrino... as vítimas emocionais jamais se recuperam.
Meu nome é Anônimo, Anônimo em recuperação! Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Paz, serenidade e muitas 24 horas.

Ótimo epílogo da história Aloisio - Paz,Serenidade e muitas 24 horas!
ResponderExcluirValeu mano!
Abraços