As Crenças Limitantes


"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade
necessária

para aceitar as coisas que não podemos

modificar,

Coragem para modificar aquelas que
podemos,

e Sabedoria para distinguir umas das
outras"

Seja muito bem-vindo ao blog; Benvindo é meu sobrenome, Anônimo é o meu nome e pública é a minha gratidão.

Era inverno e a sábia Coruja estava empoleirada no alto de um majestoso ipê roxo coberto de flores; o Viajante Emocional  sedento de conhecimentos não teve muitas dificuldades para localizá-la.

— Sábia Coruja, pode ajudar-me numa questão de foro íntimo?

— Pois não, sinta-se à vontade.

— Trabalhei numa belíssima torre em vidro e concreto, completamente iluminada pela claridade solar e com belíssimas paisagens no seu entorno. Haviam ali vários colegas de trabalho, muitos dos quais com mentes brilhantes, eu admirava cada um deles e sentia um certo sentimento de inferioridade por não ser tão brilhante como eles... — interrompeu a fala o viajante com o olhar perdido e distante no tempo, visualizando velhos e saudosos quadros mentais.

— Continue com a narrativa Viajante Emocional  quebrou o silêncio a sábia Coruja.

— Dentre todos aqueles colegas tão inteligentes, trabalhei lado a lado com o mais inteligente deles, que alcançou o cargo de gerente algum tempo depois. Aconteceu então algo curioso, numa reunião deste gerente com alguns diretores — vi tudo pela parede de vidro da sala — um certo diretor apontou para dentro do nosso escritório e perguntou ao gerente quem era o melhor profissional daquele grupo. A resposta foi surpreendente Coruja.

— Qual foi Viajante Emocional?

— O gerente apontou para mim e respondeu sorrindo que gostaria de ter dez profissionais como eu.

— E onde está o espanto nisto?

— Chegamos ao ponto Coruja; por que eu não conseguia perceber o meu próprio brilho entre o brilho dos demais?

— Porque você carrega contigo a crença limitante de que é inferior aos outros.

— Crença limitante?

— Sim; você em algum momento de sua vida, provavelmente a infância, acreditou em conceitos errôneos a seu respeito incutidos por terceiros redondamente enganados sobre sua real natureza interior.

— Como posso livrar-me destas crenças limitantes Coruja?

— Você conhece o Programa de 12 Passos?

— Sim, conheço!

— Continue voltando às reuniões, fale destas suas questões pessoais e não desista cinco minutos antes do despertar espiritual acontecer.

— Gratidão Coruja; é só por hoje — respondeu feliz da vida o Viajante Emocional.

A Coruja se despediu com seu piar característico — uuh, uuh —, bateu asas e voou floresta adentro, desejando para o Viajante Emocinal uma boa viagem na sua rota rumo ao seu singular mundo interior.

Meu nome é Anônimo, Anônimo em recuperação! Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Paz, serenidade e muitas 24 horas.



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