O Fantasma em Cima do Muro
"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade
necessária
para aceitar as coisas que não podemos
modificar,
Coragem para modificar aquelas que
podemos,
e Sabedoria para distinguir umas das
outras"
Seja muito bem-vindo ao blog; Benvindo é meu sobrenome, Anônimo é o meu nome e pública é a minha codependência e gratidão.
Algum demolidor de muros de plantão?
Preciso muito jogar meu muro no chão
Meu muro das lamentações
Meu muro das limitações
De um lado do muro um mundo de ilusões
Do outro lado do muro o mundo real
Estou caminhando em cima do muro
Dividido entre as fantasias e fugas mentais
E o inadiável imperativo da realidade
Consegue observar-me?
Lá estou eu no alto do muro
Olhando para o ontem cheio de ressentimentos
Aguardando pelo amanhã cheio de ansiedades
Os fantasmas, por não conseguirem morrer
Os fantasmas, por não conseguirem viver
Andam também por cima de um estreito muro
De um estreito muro entre a vida e a morte
Sou um fantasma atormentado
Caminhando tropegamente por cima do meu muro
Meu estranho muro da codependencia e negação
Um fantasma acanhado e acorrentado
Um espectro envergonhado e com muito medo
Medo? Medo de que ou de quem?
Medo de perder o controle do meu fantasmagórico e morto mundo
Para, enfim, ingressar plenamente no mundo dos vivos
Algum demolidor de muros de plantão?
Preciso muito jogar meu muro no chão
Meu nome é Anônimo, Anônimo em recuperação! Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Paz, serenidade e muitas 24 horas.

Gratidão Amigo Anônimo. Me identifiquei com os muros....
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