O Equilibrado Amor Universal e o Desequilibrado Ego Central

"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade
necessária

para aceitar as coisas que não podemos
modificar,
Coragem para modificar aquelas que
podemos,
e Sabedoria para distinguir umas das
outras"

Seja muito bem-vindo ao blog; Benvindo é meu sobrenome, Anônimo é o meu nome e pública é a minha codependência e gratidão.


Meu orgulhoso e centralizado ego 
 inimigo figadal do amor , pela sua desequilibrada natureza entre a explosão e a implosão, tem o obscuro hábito de detonar pontes de solidariedade, que dão origem a uma grande diversidade de ilhas de isolamento, ilusão e sofrimento, bem como cavar túneis longos, escuros e sem saída que terminam, via de regra, sempre dentro de profundos abismos de depressão  meu ego é solitário, obtuso, mesquinho e limitado.

O humilde e ainda não revelado amor universal em mim  o grande amigo do meu ego  anda desarmado e caminha serenamente sem jamais tropeçar na corda bamba da vida, quaisquer que sejam as circunstâncias e, sem arma alguma, silenciosa e anonimamente, constrói inúmeras pontes que unem humanas e isoladas ilhas — as ignotas ilhas do meu ignorante ego —, criando um continente de convivência  o amor é solidário, atemporal e universal.

Estou aprendendo pela prática do Programa de 12 Passos, que o amor que sempre desejei não é algo que virá de fora para dentro, preenchendo o meu vazio, mas simplesmente algo que virá de dentro para fora revelando a humildade, a fim de que eu possa finalmente ajudar aos outros a preencherem os seus vazios também — na aritmética do ego, soma de vazios são desertos e depressões; na aritmética do amor, soma de vazios são oásis e verdejantes planícies de vida. 

Anônimo é o meu nome e pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Paz, serenidade e muitas 24 horas.

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