Resiliência e Ressentimentos


"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade

necessária

para aceitar as coisas que não podemos

modificar,

Coragem para modificar aquelas que
podemos,

e Sabedoria para distinguir umas das
outras"


A resiliência, termo emprestado da física, descreve a capacidade de um material de retornar ao seu estado natural após enfrentar adversidades. O fio da teia de aranha é um exemplo notável disso, suportando estiramentos extremos sem perder sua forma original. No entanto, quando aplicada aos seres humanos, a resiliência é uma qualidade que eu mesmo ainda busco dominar. Depois de ferido, magoado ou contrariado, eu fico emocionalmente deformado, carregando ressentimentos que me impedem de voltar ao equilíbrio natural.

Talvez o antônimo mais apropriado para a resiliência seja justamente o ressentimento. Não sei quando perdi essa capacidade, mas é provável que ela nunca tenha sido minha por completo. Com essas deformidades emocionais crônicas, eu tenho conduzido minha vida, mas hoje desejo aprender a tecer minhas emoções como a aranha tece sua teia – aceitando as adversidades e retornando ao equilíbrio sem cicatrizes.

Acredito que a aceitação seja o sinônimo da resiliência. E, para viver plenamente cada instante, preciso abrir a janela do "só por hoje" todos os dias. O "só por ontem" é uma janela que devo abrir com cuidado, não para mudar o passado, mas para entender melhor minhas emoções.

Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida.

Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se à vontade para compartilhar com os demais.

Clique em A Ilusória Felicidade Futura para ler a crônica anterior, ou em Os Passarinhos Não Voam Sobre os Lixões para ler a seguinte.

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