Eu, o Intolerante


"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade

necessária

para aceitar as coisas que não podemos

modificar,

Coragem para modificar aquelas que
podemos,

e Sabedoria para distinguir umas das
outras"


Sempre tive dificuldade em lidar com pessoas intolerantes, que tentam impor sua vontade sobre os outros de forma agressiva. Sofri muito com isso, especialmente em ambientes onde essas pessoas eram comuns. Para escapar, desenvolvi a habilidade de criar mundos ideais na minha imaginação, onde a intolerância não existe.

Mas foi em uma reunião que tive um despertar com relação a isto. Enquanto um companheiro falava sobre sua própria intolerância, percebi a minha revolta e indignação com as pessoas intolerantes, e ao olhar para o lado, vi a intolerância personificada ao meu lado. Num primeiro momento, quis afastá-la, mas então percebi que a intolerância que eu estava vendo era a minha própria, dirigida aos outros.

A partir desse momento, passei a trabalhar na minha própria intolerância, usando os princípios do Sexto e Sétimo Passos (prontificação e humildade) para me livrar desse defeito. Aprendi que a autoaceitação e o desenvolvimento da tolerância comigo mesmo são fundamentais para que eu aprenda a tolerar os outros, aceitando-os como eles são, e não como eu gostaria que eles fossem.

Agora, entendo que minha maior dificuldade não é lidar com os outros, mas sim comigo mesmo. Peço a ajuda ao meu Poder Superior diariamente, pois sei que sozinho ainda sou vulnerável aos meus próprios defeitos de caráter.

Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida. 

Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se à vontade para compartilhar com os demais.

Clique em Cadê a Manteigueira para ler a crônica anterior, ou em O Mundo Não Gira em Torno do Meu Umbigo para ler a seguinte.

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