O Quarto Passo e o Quarto Escuro
necessária
para aceitar as coisas que não podemos
modificar,
Coragem para modificar aquelas que
podemos,
e Sabedoria para distinguir umas das
outras"
Sempre tive muito medo de falar sobre o que eu sentia, então eu solitariamente me calava e engolia minhas emoções e sentimentos, deixando os loucos e incultos pensamentos, verdadeiros marimbondos, povoarem livremente a minha mente.
Meus dias mais tristes foram aqueles onde eu, carregado de sofrimentos, não conseguia externar o que eu sentia, como se isto fosse uma coisa muito grave.
Este tipo de silêncio foi tão corrosivo a ponto de cavar um buraco dentro de mim, um poço depressivo.
Hoje eu sei que eu preciso falar, hoje eu sei que eu não posso calar-me, hoje eu sei que eu preciso expressar o que sinto, senão... senão eu implodo por dentro.
Preciso aprender a chutar o balde de vez em quando, e de vez em quando também dizer uns desaforos mansos para algumas pessoas, principalmente as tóxicas e abusivas que muitas vezes invadem o meu espaço, não o aéreo, mas o emocional, mostrando para elas os meus limites, ao mesmo tempo em que digo: Faça-me o favor de não invadir o meu quintal com suas botas mal educadas, existem muitas flores de sensibilidade plantadas aqui.
Quando a minha presença e a minha coragem se manifestam, a rejeição que ainda sinto simplesmente desaparece.
Meus medos são fortalezas emocionais de sentimentos reprimidos que aos poucos eu vou descobrindo, e hoje finalmente eu aprendi que é muito mais salutar para mim a prática do Quarto Passo, nas salas e na presença dos companheiros, do que o silêncio solitário e dolorido nos quartos escuros, local entre quatro paredes onde eu inconscientemente passei por muito tempo as mais longas e sofridas horas da minha vida.
Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se a vontade para compartilhar com os demais.
Clique em A Doença da Ausência para ler a crônica anterior, ou em A Criança, a Onda e a Rocha para ler a seguinte.

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