O Peixe, o Mar e o Pescador
Sou um peixe no grande oceano de minhas emoções; o pescador é o meu velho ego e suas iscas são turbilhões de pensamentos que passam constantemente pela minha mente, como ondas — meu canal de comunicação com o meu ego é realizado via pensamentos.
Estou constantemente nadando em busca de paz; não demora muito e o pescador joga uma isca e sou mais uma vez fisgado pelo senhor dos milhões de pensamentos. Mas por que mordo a isca? Mordo por achar que encontrarei a paz tão almejada através de constantes e insanas iscas mentais. Após constatar que fui fisgado, já tendo agora um pouco de consciência, largo a isca e volto para o mar em busca da minha paz, e não demora muito, não demora nada e o pescador joga a isca e sou novamente fisgado pelos contínuos pensamentos que prometem para mim uma paz somente imaginária, fisgado, fisgado, fisgado...
Até quando continuarei sendo fisgado, até quando? Até o dia em que não morder mais as iscas — pensamentos — lançados o tempo todo pelo pescador que me ilude o tempo todo com uma inatingível paz através da constante atividade mental; até o dia em que não aja mais ilusões com o peixe, o mar e sobretudo com o velho ego, o pescador, mas que finalmente brote das profundezas do meu ser tão somente a minha inquebrantável e ainda perdida unidade com a divina essência, que habita dentro de mim desde antes do princípio dos tempos.
Meu nome é Anônimo, Anônimo em recuperação! Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se a vontade para compartilhar com os demais.

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