Meu Ego e o Fio da Navalha

"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade
necessária

para aceitar as coisas que não podemos

modificar,

Coragem para modificar aquelas que
podemos,

e Sabedoria para distinguir umas das
outras"



Meu caminho — o momento presente — é tão estreito quanto o fio de uma navalha; caminho por ele segurando uma vara — meu Poder Superior — tentando manter o equilíbrio entre os dois abismos que me cercam: Do meu lado esquerdo o abismo do meu passado e do direito o abismo do meu futuro. Enquanto vou tentando manter o equilíbrio sustentando a vara, sou a todo instante tentado pelo meu ego — o senhor dos abismos —, que rouba a minha atenção do estreito caminho — o aqui e o agora —, levando-me invariavelmente a largar a vara e a rolar feito uma bola abismo abaixo, ora no passado, ora futuro — consegue visualizar a cena?

Todas as vezes que tropeço, indo para o fundo de um destes abismos, tenho a consciência  antes não era assim —,  que deixei o caminho estreito, e que a minha permanência nas profundezas do passado ou futuro me leva a depressivos estados. Aceito o fato de que tropecei mais uma vez, e sinto que só deixarei de cair quando aprender a não largar a vara do meu equilíbrio — meu Poder Superior —, e não mais confiar no enganoso e sedutor canto da sereia do meu velho ego, que a todo instante me convida para fugir do presente abismo adentro.

Uma vez lá no fundo, o que me resta a fazer? Recolho a vara, subo o abismo e recomeço a minha caminhada pelo estreito caminho do meu viver, todos os dias e a cada instante, até o próximo tropeço. Somente deixarei de tropeçar após a morte do meu velho ego. Quando será isto? Não sei, creio que ele tenha uma vida muito longa, melhor continuar caminhando e entregar minha vontade e minha vida — Terceiro Passo  nas mãos de um Poder Superior, conforme O concebo.

Meu nome é Anônimo, Anônimo em recuperação! Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se a vontade para compartilhar com os demais.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A Criança Ferida e o Neurótico

Minha Tristeza é Diferente da Minha Angústia

O Homem no Fundo do Poço