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Mostrando postagens de novembro, 2022

Um Cafezinho com o Desconhecido Sentimento

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" O Viajante Emocional andava por aquele corredor imenso com um sem número de portas, tal como o corredor de um grande hotel. Em cada porta o nome de uma de algumas de suas emoções, portas que já haviam sido abertas em algum momento de sua longa jornada interior, familiares portas: Porta do Medo, porta da Angústia, porta do Ressentimento, porta da Raiva, porta da Indiferença, porta da Ansiedade, porta da Alegria, porta da Birra, porta da Solidão, porta da Amizade... dentre tantas outras portas mais. Em determinado momento percebeu uma porta sem nenhuma inscrição de emoção, uma desconhecida porta emocional ainda não investigada, "que porta será esta? Certamente a de um sentimento ainda não revelado pela minha consciência", pensou ele enquanto abria a porta daquela ignota emoção. — Bom ...

Eureka, Eureka

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Ah... como diria Arquimedes, o grande sábio grego da antiguidade: Eureka, eureka [1]...  Eureka, eureka...  Meu Pai do céu, eu controlo tudo, controlo tudo para ser feliz, controlo tudo para que o mundo não vá pelos ares, controlo tudo para que haja harmonia universal entre os humanos, controlo tudo, tudo, controlo tudo o tempo todo meu Pai do céu. Eureka, eureka... Controlo meus pensamentos, palavras e atos, tudo devidamente controlado para agradar a você, para agradar ao pai, ao filho, aos outros, ao mundo e ao Espírito Santo, amém. Eureka, eureka... preciso controlar tudo, eu estou no centro, eu sou o universo e o responsável por tudo o que nele acontece, preciso controlar tudo para que tudo funcione, tudo...  Controlar para que a máquina de lavar funcione; controlar para que o ferro ...

O Viajante Emocional e a Criança Interior

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" O Viajante consultou suas anotações, constatando que estava viajando a exatos oito mil e setecentos e oitenta dias — vinte e quatro anos, dois meses e três semanas. Estava supostamente só e, muito, muito distante do ponto de partida, mas isto não o amedrontava — os viajantes não temem as longas estradas —, ele precisava alcançar a sua meta. Ele não sabia exatamente onde estava naquele momento, haveria alguém por ali? Naquele local somente escuridão e silencio, mas os aparelhos internos de sua nave — sua própria sensibilidade — detectavam alguma coisa, havia um misto de múltiplas emoções no ar, dentre elas, angústia, muita angústia. "De onde vem estes sinais de angústia?" pensou o Viajante Emocional enquanto preparava o sistema interno de comunicação. — Alguém na escuta, câmbio? — ni...

A Felicidade Trancada na Boleia do Caminhão

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" Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras" Era setembro; o Viajante Emocional enveredou floresta adentro à procura de sua amiga, a Sábia Coruja. Depois de algum tempo de busca, conseguiu encontrá-la no alto de um pé de araribá com o belíssimo verde primaveril de suas novas folhas. — Sábia Coruja, imensa é a minha alegria em reencontrá-la — falou o Viajante Emocional embaixo da árvore. A ave voou mansamente para um galho próximo ao avistar o seu amigo. — Seja bem-vindo Viajante Emocional; em que posso ajudá-lo desta vez? — Gostaria de falar com você sobre minhas impressões sobre o meu sentimento de felicidade. — Ficarei feliz em ouvi-lo Viajante. — Quando era criança meu coração ficava partido quando meu pai partia para suas viagens, ele também era um viajante. No momento em que a carreta vermelha desaparecia na curva à esquerda no fin...