A Estação Terminal


"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade

necessária

para aceitar as coisas que não podemos

modificar,

Coragem para modificar aquelas que
podemos,

e Sabedoria para distinguir umas das
outras"


A voz metálica ecoava pelo sistema de som de todos os vagões do metrô: "Senhores passageiros, próxima parada Estação Depressão, estação terminal e fim da Linha Um. Todos os passageiros devem desembarcar, subirem as escadas e aguardarem na plataforma superior pelo trem da Linha Dois, em direção à Estação Espiritualidade. Esta é a única forma de saída da Estação Depressão."

Enquanto o trem ia aos poucos parando na estação, a voz metálica ecoava ainda mais uma vez: "Todos devem desembarcar e aguardarem no andar superior pelo trem da Linha Dois em direção à Estação Espiritualidade, a Estação Depressão não oferece nenhum serviço de apoio aos seus usuários, e a sua permanência aqui por tempos prolongados pode acarretar sérios riscos de infecção pelo vírus da doença mental e emocional, transformando-o num infeliz passageiro da agonia vagando sem rumo e sem esperança pela longa plataforma da depressiva estação."

Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se a vontade para compartilhar com os demais.

Clique em A Escada da Recuperação para ler a crônica anterior, ou em A Chave Com Esmalte Vermelho para ler a crônica seguinte.

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