Calmo, Serenidade e o Ego

"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade
necessária

para aceitar as coisas que não podemos

modificar,

Coragem para modificar aquelas que
podemos,

e Sabedoria para distinguir umas das
outras"



Havia um homem chamado Serenidade que vivia em paz, tocando sua vida com relativa tranquilidade e sem grandes atribulações. Serenidade tinha um grande amigo de infância, o seu melhor amigo, chamado Calmo; Calmo e Serenidade sempre tiveram uma convivência extremamente pacífica, Calmo era cheio de serenidade e Serenidade era muito calmo, de forma que entre eles imperava sempre a mais completa harmonia. Ah... havia também um amigo comum entre os dois, o nome dele: Ego.

Houve um dia em que o Ego acompanhava seus amigos, então Serenidade perdeu num lampejo de segundo o seu jeito calmo de ser, dizem que foi por uma questão mundana qualquer, e neste fatídico dia, num lampejo de descontrole emocional, Serenidade acabou proferindo em alto e bom tom alguns impropérios contra seu Calmo amigo.

No fervor dos acontecimentos, Calmo perdeu sua conhecida serenidade e também agrediu verbalmente o amigo Serenidade; isto foi o fim da amizade entre os dois, e o afastamento mútuo foi imediato. Desde então Serenidade nunca mais voltou a ser calmo, e Calmo perdeu completamente sua serenidade, ambos sentiam uma mútua saudade da velha convivência, ambos estavam feridos, e quando pensavam em reatar as antigas relações, tanto Serenidade quanto Calmo eram orientados pelo amigo em comum, o Ego, a deixarem esta conciliação de lado: A culpa é do Calmo, dizia o Ego para Serenidade; A culpa é do Serenidade, dizia o Ego para o Calmo.

Foi preciso passar muita água pelas pontes do mundo, até que ambos finalmente descobriram, já no outono de suas vidas, que o Ego não era amigo deles, que o Ego não era amigo de ninguém, e neste auspicioso dia Serenidade encontrou com alegria o seu velho amigo Calmo, tomarem um delicioso cafezinho num fim de tarde, reataram a antiga amizade e simplesmente o milagre aconteceu: Serenidade voltou a ser um homem calmo, e Calmo reencontrou sua antiga serenidade.

Meu nome é Anônimo, Anônimo em recuperação! Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Paz, serenidade e muitas 24 horas. Caso tenha gostado da mensagem, sinta-se a vontade para compartilhar com os demais.

Comentários

  1. Calma, serenidade...bela metáfora. E ego! Metáfora inspirada. Entendê-la é caminho para a paz! Muiito grato amigo Aloísio!

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