A Descarada Rejeição
"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade
necessária
para aceitar as coisas que não podemos
modificar,
Coragem para modificar aquelas que
podemos,
e Sabedoria para distinguir umas das
outras"
Seja muito bem-vindo ao blog; Benvindo é meu sobrenome, Anônimo é o meu nome e pública é a minha gratidão.
Lá está ela, a inescrupulosa, a desavergonhada, a insolente rejeição; agora consigo olhar bem dentro dos olhos da descarada. Por muitos anos nem sabia que ela existia na minha caixa de ferramentas emocionais — ela estava travestida de culpa, medo, nostalgia, depressão, solidão, angústia... — e depois que descobri sua existência, passei a analisar de forma acurada os seus efeitos em minha vida. Sabem o que a descarada rejeição me dizia sem palavras? Não? Vou listar: "Você foi abandonado; ninguém cuidou de você; você foi esquecido; você foi desprezado; foi ignorado; foi emocionalmente violentado; o mundo não gosta de você; você é menos que o pó da estrada; você não vale um tostão furado; as pessoas são perigosas e ferem mais do que espinhos de roseiras; fuja, fuja das pessoas, pois quem rejeita não é o cachorro que passa e nem o poste da rua, quem rejeita são os humanos".
Estas foram as primeiras impressões que senti ao descobrir a rejeição lá do alto da gávea do meu navio, gritando melancolicamente aos sete mares: Rejeição à vista, rejeição à vista.
Mas nem sempre a primeira impressão é a que fica, mesmo que digam o contrário. Veio então uma impressão mais profunda, a segunda impressão. Enquanto estava vivendo a dor da rejeição pelo universo em relação a mim, não consegui perceber que o que eu estava fazendo era simplesmente rejeitar todo o universo, a começar por mim mesmo. Como vou cultivar amizades se não sou meu amigo? Como vou gostar dos outros se não gosto de mim? Como vou celebrar a vida se todos os dias me sinto enlutado preparando-me para o meu próprio ocaso? Como vou desfrutar a noite se não gosto da lua? Como vou viver a beleza de um dia se não tolero o sol? Como vou colorir minha existência se vivo num mundo monocromático?
O que farei agora? Bem... identificado o problema, posso fixar residência no Sexto Passo (Prontificamo-nos inteiramente para deixar que Deus removesse todos estes defeitos de caráter) e fazer um esforço sincero para tirar do meu rosto todas as máscaras deste sentimento — são muitas —, até finalmente descobrir minha verdadeira face sob o sol.
Meu nome é Anônimo, Anônimo em recuperação! Pública é a minha codependência; eu sou maior que todas as minhas ilusões. Só por hoje serei feliz; só por hoje eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Paz, serenidade e muitas 24 horas.

Bom dia mano! Bela, verdadeira e inspiradora sua partilha-generosa!
ResponderExcluirMuito grato!
SÓ POR HOJE
Alegria e Serenidade
Abraços
Muito legal!
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